Erotismo não é sexo.
Sexo é físico. É mecânico e ritmado, é simples. Tem começo, meio e fim, é fácil de começar, pode ser bom com qualquer um, termina sempre do mesmo jeito: a exaustão.
Erotismo é uma situação, uma imaginação. Pode levar ao sexo, mas não depende de sexo para existir. É um sentimento que não é vulgar, uma antecipação, uma expectativa.
Uma particularidade minha é ter sempre me envolvido com virgens. Todo os meus ex-namorados eram virgens até eu. Nunca foi de propósito, apenas aconteceu assim. Mas gosto assim, é como se eu ficasse virgem também. Em geral o namoro no começo, quando ainda "somos virgens", é recheado de muito erotismo e daquele gosto de "depois tem mais". A medida que o sexo torna-se parte integrante do relacionamento, até o ponto de ser quase rotineiro, esse erotismo vai desaparendo, e fica apenas o sexo. Mal começa a excitação, o casal já está nu, os dois se beijando, se tocando, se chupando... os corpos dançando colados o rítmo gostoso e frenético que antecede ao êxtase da explosão...
Não me entenda mal, eu adoro sexo, adoro falar de sexo, ver sexo e principalmente fazer sexo. mas eu sinto falta (e como) dos momentos eróticos. É em parte por isso que me contento com a lentidão com que avança o namoro com o Lyon. A cada passo que damos, é como se eu aprendesse com ele, aprendo a agradar e excitar apenas ele. Eu me delicio com ele, as reações dele e descobertas dele. Ele gosta de compartilhar comigo todas as suas sensações e delicia-se com cada minúscula reação minha. É maravilhoso perceber que ele observa e percbe tanto, coisas que eu pensava que nenhum homem pudesse reparar. Não quero que esse erotismo acabe, não com Lyon.
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