Deu tudo errado. Mesmo. Andamos horas tentando achar o restaurante japonês que eu insistia em mostrar pra ele. Tinha que ser aquele. Quando achamos, já tinha fechado. Levei Lyon para a Ofner, só pra descobrir que ele odeia doces. Tentamos ir ao cinema, e o filme que queríamos ver começava em um horário muito inútil. Estávamos ainda um tanto distantes, havia desejo, haviam barreiras. Moramos longe um do outro, e até aqui, era um namoro puramnete virtual, e realmente, assim tão perto a desenvoltura a princípio não foi a mesma. Ele estava muito nervoso, amedrontado até. Ficou horrorisado quando descobriu que eu tenho um piercing na língua...
Já era hora de ir embora, então nos dirigimos ao metrô Brigadeiro. Paramos na entrada um pouco, relutantes em partir. Estava muito frio, e aconteceu: uma barreira foi rompida e ele deixou que eu o abraçasse.
Estava realmente muito frio e eu estava om poucos casacos, ao contrário de Lyon. Ele tocava minha nuca por debaixo do meu cabelo e tinha a outra mão nas minhas costas. Eu me aproveitava do frio, e tinha as minhas mãos metidas embaixo de toda sua roupa, tocando delicamente sua pele nua. meus lábios quase tocavam o pescoço dele, e eu ouvia sua respiração descompassada, quase agoniada. Permanecemos assim abraçados longos minutos, que voavam, esvaíam-se depressa demais, saboreávamos cada segundo... Eu ardia de desejo de beijá-lo e minhas pernas estavam bambas. Ele tremia de nervosismo e de excitação, respirava fundo, apressadamente, ruidosamente. O intenso frio e meu intenso desejo faziam com que eu apertasse meu corpo contra o dele cada vez mais, até ficarmos tão próximos que abraçados como estávamos eu pude sentir sua masculinidade enrijecer-se devagar, embaixo de toda aquela roupa. involuntariamente, suspirei de prazer apertando-o ainda mais. Meio sem jeito, ele sussurrou ao meu ouvido: "Como é gostoso notar como você reage". me dei conta de que ele gosta de me provocar e que ele sabia que eu estava tão excitada quando ele.
Eu me sentia adolescente, tão deliciosamente molhada por tão pouco, afinal, era apenas um abraço. Delicioso. meu corpo queria amis, sentia ímpetos de transar ali mesmo, na Paulista, em frente ao metrô Brigadeiro. percebi como me faz falta essa sensação de erotismo. Para quem nos via, éramos um casal abraçado, demorando-se a depedir-se, nada mais. para nós, era um intenso momento de prazer.
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